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9 de dez. de 2009

II Fórum dos Direitos Humanos

A Liga dos Direitos da UFRGS promove nos dias 08, 09 e 10 de dezembro, na sala 601 da Faculdade de Educação da UFRGS, o II Fórum de Direitos Humanos e o I Projeto Itinerante de Capacitação para Defensores dos Direitos Humanos no Rio Grande do Sul, com o tema O Combate à Violência Institucional e à Discriminação.

A programação se desenvolverá nos turnos da manhã, tarde e noite, com a realização de conferências, diálogos e debates sobre os seguintes temas: Educação, discriminação e direitos humanos; a violência institucional, os direitos fundamentais e sociais; os meios de comunicação combatem ou compactuam com a violência e a discriminação?; Anos rebeldes, dos Anos de Chumbo à democratização do Brasil; O direito à terra no Planeta Terra; os direitos humanos dos invisíveis; cinema e direitos humanos: amor à primeira vista.

Outros destaques da programação: exibição de documentários, o lançamento do concurso nacional de vídeos "Defensores dos direitos humanos no Planeta Terra: ser humano é ficção?", e a exposição fotográfica "A ditadura no Brasil: 1964/1985.

SOBRE A EXPOSIÇÃO: A mostra faz parte do projeto Direito à Memória e à Verdade, da Fundação Luterana de Diaconia, Agência Livre para Informação, Cidadania e Educação, em parceria com a Secretaria Especial dos Direitos Humanos. A exposição faz uma viagem no tempo. Recupera, de maneira exclusiva, os primeiros momentos do golpe de Estado até os comícios populares das "Diretas Já". Imagens marcantes dos tanques militares na frente do Congresso Nacional, as passeatas estudantis, a resistência dos diversos grupos da sociedade civil, a censura de documentos, a violência, as prisões e torturas são expostas em grandes painéis que colocam o espectador dentro dos acontecimentos.

Os eventos tem entrada franca e é aberto à comunidade em geral. Inscrições no dia e local:
Faculdade de Educação da UFRGS (Av. Paulo Gama, 110, sala 601, Campus Centro).

Informações no site www.ufrgs.br/faced/projetoitinerante email ligadireitoshumanos@ufrgs.br

DESIGUALDADE DE GÊNERO E FEMINIZAÇÃO DA AIDS

Maria das Graças Sousa*

Dia 1º de dezembro é o DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA A AIDS. Por isso, a Secretaria de Mulheres da CUT/DF ocupa esse espaço para dialogar com você sobre um fenômeno muito importante relacionado a esse tema: a feminização da aids.
Desde 1992, o número de mulheres infectadas pelo vírus HIV é crescente, o que indica que as ações preventivas não estão sendo suficientes para frear o avanço da aids dentre a população feminina.
No mundo todo, as mulheres já representam 50% da população infectada e no continente africano, já são maioria, com 60%. A ONU aponta a desigualdade de gênero e todas as formas de violência contra as mulheres como fatores determinantes para o aumento da vulnerabilidade feminina à doença. Ou seja, as mulheres muitas vezes são forçadas a ter relações sexuais não desejadas e desprotegidas com seus parceiros. Além da violência física, outras formas sutis de opressão, como o preceito da fidelidade matrimonial, concorrem para a proliferação do vírus.
Uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde sobre o uso de preservativos apontou que apenas 19,4% das mulheres que tiveram relações sexuais com parceiro fixo usaram preservativo, contra 45,7% das mulheres que tiveram relações com parceiros eventuais. Isso indica que as mulheres em relações conjugais ou permanentes dão menos atenção à prevenção, aumentando os riscos de contaminação.
Além da vulnerabilidade gerada pela cultura machista, que oprime a livre expressão da sexualidade feminina, essa realidade também é resultado de um conceito equivocadamente utilizado pelas primeiras campanhas de prevenção que foram direcionadas aos “grupos de risco”: homossexuais, prostitutas e usuários de drogas injetáveis. Hoje os programas de prevenção já procuram adotar o conceito de “práticas de risco”, admitindo assim que todas as pessoas que mantém relações sexuais, permanentes ou eventuais, com parceiros do mesmo sexo ou não, estão sujeitas à infecção.
No Brasil, quando a aids surgiu na década de 80, havia em média um caso em mulheres para cada 26,5 em homens. Com o passar dos anos, a proporção foi caindo e em 2007 chegou a 1 caso de infecção em mulheres, para cada 1,5 caso em homens, segundo dados do Programa Nacional de DST/Aids do Governo Federal.
Extrapolando as conseqüências diretas à qualidade e expectativa de vida das mulheres, a feminização da aids também gera risco de infecção para os bebês, que podem ser contaminados pela mãe durante a gestação, o parto ou a amamentação.
De 1980 a junho de 2007, foram notificados 474.273 casos de aids no país. Além dos casos notificados, o Ministério da Saúde estima que existam mais 250.000 pessoas infectadas pelo vírus HIV, que não sabem que são portadoras pois ainda não realizaram o teste. Além da dificuldade de acesso aos serviços públicos de saúde, o medo do diagnóstico e da discriminação social são fatores que dificultam a realização do exame. No entanto, a testagem continua sendo o método mais eficaz de se descobrir o vírus, e quanto antes a(o) paciente soropositiva(o) começar a ser tratada (o), maior será eficácia do tratamento.
Romper com o medo, denunciar a violência e enfrentar o preconceito que nos oprime é o primeiro passo para frearmos o avanço do aids entre as mulheres e, consequentemente, entre toda a população. Contamos com você nessa luta!

*Maria das Graças Sousa é analista judiciária e secretária de mulheres da CUT/DF

12 de nov. de 2009

Fórum sobre Indicadores 2009 - último módulo

No dia 17 de novembro (próxima terça-feira), das 19h às 22h30 a Unisinos realiza, na sala 1G119, a última etapa do Fórum sobre Indicadores socioeconômicos e Políticas Públicas 2009, que tematizará os indicadores do Vale dos Sinos sobre as populações indígenas e afrodescendentes.O evento conta com as contribuições de Walmir Pereira da Unisinos e Lucia Garcia do DIEESE.Mais informações e inscrições no site: www.unisinos.br/ihu

FEEVALE ATENDE MULHERES VÍTIMAS DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Universidade fará atendimentos jurídicos e psicológicos gratuitamente, por meio do Núcleo de Apoio aos Direitos da Mulher (NADIM), atividade de extensão universitária realizada no Núcleo de Prática Jurídica, no Campus II, a Feevale atenderá mulheres vítimas de violência doméstica.

Pioneiro no Estado em âmbito acadêmico, o Núcleo orientará mulheres vítimas de violência doméstica, sobre as formas de proteção em termos de Direito de Família e a incidência da Lei Maria da Penha, informando sobre as medidas jurídicas cabíveis e as acompanhando em audiências criminais. Além de amparar na área jurídica, o Núcleo realizará intervenções psicológicas, atendendo mulheres que revelam intenso sofrimento psíquico com a violência. “Quando falamos em violência doméstica, nos referimos tanto à violência física, como à violência psicológica, patrimonial e moral", ressalta a professora do curso de Direito da Feevale, Betina Krause.
Entre outros objetivos, o Núcleo também pretende oportunizar à comunidade o conhecimento acerca da Lei Maria da Penha e suas medidas de proteção à família; bem como visa capacitar os acadêmicos na aplicação dos conhecimentos adquiridos intervindo nas práticas sociais.
O atendimento é realizado voluntariamente por acadêmicos dos cursos de Direito e Psicologia da Feevale, selecionados a partir de análises de currículo, mediante supervisão das professoras do curso de Direito, Betina Krause e Claudia Maria Petry de Faria e do curso de Psicologia, Cynthia Berlim.
O Núcleo também atenderá mulheres encaminhadas pela Delegacia da Mulher e pelas demais entidades assistenciais de Novo Hamburgo. O atendimento é gratuito e ocorre nas segundas-feiras, das 14h às 17h30min, e sextas-feiras, das 8h30min às 11h30min, sem a necessidade de agendamento prévio. Informações pelo telefone (51) 3586-8800, ramal 8647.

Leia e ouça opiniões sobre a obrigatoriedade do ensino até os 17 anos

O Senado Federal aprovou por unanimidade no dia 28 de outubro, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 96A/03, que torna obrigatório o ensino para crianças e jovens de 4 a 17 anos.
Hoje, a obrigatoriedade abrange a faixa etária de 6 a 14 anos. Já a partir de 2010, o poder público terá que oferecer o ensino médio público a todos os alunos que estiverem interessados em cursá-lo.
O estudante continua podendo escolher se vai fazer ou não o ensino médio. Porém, a partir de 2016, o poder público e os pais poderão ser responsabilizados civil e criminalmente pelos que estiverem fora da escola – como acontece atualmente dos 6 aos 14 anos.
Durante roda de conversa promovida pela Ação Educativa para debater pontos da atual política nacional para o ensino médio, o Observatório da Educação realizou entrevistas com participantes do evento.
Leia abaixo opiniões sobre a extensão da obrigatoriedade do ensino (dos atuais seis a 14 anos para de quatro a 17 anos):
Carlos Artexes Simões - diretor de concepções e orientações curriculares para educação básica do Ministério da Educação
“Há um entendimento hoje da sociedade brasileira, e partilhamos isso na década de 80, pela luta por ampliação de direitos da educação básica como um todo. Entendemos que a obrigatoriedade é uma estratégia, não um fim em si mesmo. O MEC entende que é uma estratégia importante de responsabilizar o Estado e o Brasil. Temos hoje 1,7 milhão de jovens de 15 a 17 anos fora da escola, muito devido à falta de significado, incompatibilidade e inadequação entre a proposta que a escola faz e o que os alunos esperam dela. Mas o fundamental hoje desses jovens não estarem na escola é o fato de não termos escola de qualidade. No nosso entendimento, a obrigatoriedade vai induzir um processo de responsabilidade pública e da sociedade civil, que pode ajudar no processo. Isso não quer dizer que não defendemos a autonomia e liberdade como princípio fundamental da educação. Mas, no nosso ponto de vista, a sociedade brasileira ainda precisa dessa questão da obrigatoriedade como estratégia para ampliar a universalização de acesso e construir a qualidade que precisamos no ensino médio no Brasil”.
Maria Inês Fini - assessora de Currículo e Avaliação da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo
“A obrigatoriedade deveria ser da oferta. Há muita contradição em falar da obrigatoriedade, se olharmos para a qualidade do ensino. Os jovens estão nos dizendo que não querem essas escolas. Então, o Estado, a Nação, deveria fazer oferta de muita qualidade, mas no ensino médio deveria ser da escolha do jovem fazer ou não. Certamente, se for melhor e mais atrativa, e disser respeito a sua vida, o jovem vai até ela. Obrigatoriedade de oferta, não de frequência. A obrigatoriedade fere os direitos individuais desse jovem que já é quase adulto e tem que ter a opção de escolher. No estado de São Paulo, já temos 74% dos jovens de 15 a 17 anos frequentando a escola. Acho que temos de ampliar a oferta e melhorá-la. Fazer diversificação, reconhecer estudos feitos fora. Obrigar o Estado a oferecer ensino para todos os jovens e de qualidade”.
Maria Sylvia Simões Bueno – professora da Unesp
“Sou inteiramente a favor da obrigatoriedade. Não estou pensando na obrigatoriedade como uma forma de resolver os problemas da educação no Brasil, não é. Mas o Estado precisa obrigar-se a oferecer. Entendo a obrigatoriedade nesses termos. Entendo também que a criança e o jovem precisam da escola. Se o jovem não está na escola, é porque a escola o afasta ou porque ele tem outros compromissos. Mas a obrigatoriedade deveria vir acompanhada de bolsas de estudos e outros instrumentos que garantissem a permanência do jovem na escola. E acredito que, no Brasil, não temos grandes índices de qualidade de educação, pelo contrário. Mas, a expansão da escolarização já é alguma coisa, e ela só foi conseguida por conta da obrigatoriedade dos sete aos 14 anos. Então, sou inteiramente favorável.”
Helena Singer - diretora pedagógica da Associação Cidade Escola Aprendiz
“Acho bastante problemático, em relação a vários aspectos. A obrigatoriedade de ensino de quatro a 17 anos não é a solução dos problemas da educação no Brasil. A educação deve ser mesmo um dever do Estado e um direito do cidadão. A educação de qualidade, a escola que atraia os alunos e faça sentido na vida deles e na vida das famílias. A partir do momento em que a escola fizer esse papel que é dela e do Estado, não vai precisar ser obrigatório, no sentido de culpabilizar as famílias e jovens que escolham não estar na escola. Isso não é a solução para o problema da educação”.
Maria de Salete Silva - Unicef
“Nós no Unicef estamos defendendo essa obrigatoriedade, inclusive essa discussão surgiu muito forte em um seminário que o Unicef promoveu em Buenos Aires, no ano passado, com representações de Chile, Argentina e Brasil. Entendemos a obrigatoriedade como um caminho de garantia do direito. Ela não garante por si, não é capaz de por si mudar a qualidade do ensino, mas coloca na agenda a importância tanto da pré-escola quanto do ensino médio e abre caminho para a discussão de como isso será garantido e em que condições de qualidade, que é o que os jovens precisam”.
Jeferson Henrique - projeto Jovens Agentes pelo Direito à Educação (JADE), da Ação Educativa
“Deve haver uma responsabilização do Estado. Parece que a culpa é somente do estudante que abandona e não se leva em conta as condições da escola, da formação dos professores, da falta de material. É preciso pensar com outro viés, de que o Estado tem que se responsabilizar e os gestores também. Querem colocar que o estudante é o grande culpado e o penalizam. Acredito que se deve discutir o Estado como responsável. A maioria dos jovens não vê sentido para a escola”.
Maria Amábile Mansutti, do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec)
"Tem muitas questões a serem resolvidas em relação à obrigatoriedade, pois metade dos alunos que deveria estar no ensino médio não está. Então, há muito o que resolver. Mas é interessante no sentido do direito, da universalização, apesar de terem apontado problemas de financiamento, relação com educação de jovens e adultos etc. Mas sou favorável. Regina Oshiro, professora da redeDeveria ser obrigatória apenas para o Estado, não para os estudantes. Não dá para obrigá-los. O Estado deveria ter política para oferecer e garantir ensino médio para todos. Agora, obrigatoriedade para estudante e família acho complicado de se estabelecer neste momento. Devemos trabalhar para ter uma escola de melhor qualidade, com sentido e significado para quem quisesse nela entrar e, creio, neste momento, sem organizar debate com a sociedade em torno da obrigatoriedade do estudante e da família vai ser nova letra morta."
João Cardoso Palma Filho, professor da Unesp, membro do Conselho Estadual de Educação
"Antes de pensar na obrigatoriedade é preciso pensar em que tipo de ensino médio queremos, que qualidade deve ter e como se vai garantir financiamento para esse tipo de qualidade. Porque tornar obrigatória uma escola ruim não vai resolver. Ana Lúcia Silva Souza, pesquisadora da área de educação e letramento de juventude e relações raciais A princípio, a obrigatoriedade parece ótima, incentiva, compromete as pessoas. No entanto, mais que pensar a obrigatoriedade, é preciso pensar na universalização e, dentro disso, pensar no olhar para as particularidades, singularidades, ou seja, as ações afirmativas. Pensar em como vai atender as diferentes juventudes do Brasil, em especial considerando que, quando se fala em ensino médio, boa parte da dos jovens da população negra e indígena não frequenta essa modalidade dos 14 aos 17, vão frequentar posteriormente, e nada se diz a respeito de outra faixa etária que vai frequentar o ensino médio."
Marcelo Morais, estudante do segundo ano do ensino médio da Escola Estadual prof. João Dias da Silveira (São Paulo)
Na minha opinião a obrigatoriedade é uma forma de o governo colocar um cabresto nas pessoas, e não deixar que elas façam uma revolta contra eles, mas fazer com que as pessoas pensem o que eles impõem na sociedade, fazer com que pensem o que eles colocam na escola. Jessi Kerolyne Gonçalves, estudante do terceiro ano do ensino médio da escola estadual dep. Silva Prado (São Paulo)Ser obrigado não vai levar a nada. O aluno pode estar dentro da escola e não querer fazer nada. Não importa passar a vida dentro da escola se não se empenha. Pode ter as melhores condições, mas se não houver interesse não vai progredir. A obrigatoriedade não vai adiantar nada. Pode ser obrigado, mas e o ensino? É o método do ensino que deve ser discutido, não o aluno dentro da escola. Ele pode ir o ano inteiro para a escola e não aprender nada.

29 de out. de 2009

Anos de Chumbo: Mostra AI 5 40 anos


DIREITOS HUMANOS LÁ... Oficina de Direitos Humanos

A Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) está implantando neste segundo semestre, o programa “Direitos HumanosAqui†, com o objetivo de fomentar a institucionalização da Política deDireitos Humanos nos 92 municípios do Estado do Rio de Janeiro, onde serão assinados pactos pela implementação das Secretarias Municipais deDireitos Humanos.
Para o desenvolvimento deste programa, a Secretaria de AssistênciaSocial e Direitos Humanos (SEASDH) fará visitas aos municípios, nos meses de outubro e novembro de 2009, convocando as localidades vizinhas para os 8 encontros nos pólos regionais em que serão desenvolvidas as oficinas de capacitação nas seguintes temática de Direitos Humanos:
. Política de Defesa e Promoção dos Direitos da Mulher;
. Política de Defesa e Promoção da Igualdade Racial;
. Política de Defesa e Promoção dos Direitos da Segurança Alimentar;
. Política de Defesa e Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência;
. Política de Defesa e Promoção dos Direitos Individuais,Coletivos e Difusos;
. Política de Defesa e Promoção dos Direitos da Juventude;
. Política de Defesa e Promoção dos Direitos da Pessoa Idosa;
. Política de Defesa e Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente (inclusive Redes Conveniadas FIA);
. Mídia e Direitos Humanos (inclusive para Profissionais de Mídia);
. Conselho de Direitos:Uma Estratégia para Participação e Controle Social (Conselheiros Municipais e Sociedade Civil);
. Direitos Humanos no Poder Legislativo Municipal (para Vereadores);
. A Voz dos Quilombos (para Juventude Quilombola).