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16 de jul. de 2010

Políticas e fundamentos da Educação em Direitos Humanos

Será lançado, no dia 29 de julho, pela Editora Cortez, em Recife, PE, o livro Políticas e Fundamentos da Educação em Direitos Humanos, organizado por Aida Maria Monteiro Silva e Celma Tavares. A publicação conta com contrinuições de Aida Maria Monteiro Silva, Celma Tavares, Ivan Moraes Filho, Maria de Nazaré Tavares Zenaide, Paulo César Carbonari, Ricardo Brisolla Balestreri e Solon Eduardo Annes Viola.

Sinopse: O que é necessário para educar em direitos humanos? Como incluir a educação em direitos humanos em diferentes espaços de formação? Quais as diretrizes e metodologias mais adequadas para essa área? Estas foram algumas das questões que orientaram os artigos reunidos neste livro, que abordam as políticas e os fundamentos da educação em direitos humanos a partir dos cinco eixos temáticos do Plano Nacional: educação básica; ensino superior; educação não formal; educação dos profissionais de segurança pública e justiça; e educação e mídia. Constitui-se em importante subsídio para os profissionais das diversas áreas do conhecimento, educadores populares, militantes, lideranças da sociedade civil e gestores públicos.



7 de jul. de 2010

Fudação Cultural Palmares lança concurso em território nacional.

A Fundação Cultural Palmares, vinculada ao Ministério da Cultura, abriu inscrições para o Concurso Nacional de Pesquisa sobre Cultura Afro-Brasileira, Comunidades Tradicionais e Cultura Afro-Latina. As inscrições poderão ser feitas até o dia 16 de agosto de 2010.
O Concurso vai premiar monografias de conclusão de graduação e dissertações de mestrado que tratem dos temas mencionados. Serão selecionados, dentro das três áreas temáticas propostas, os melhores trabalhos em cada uma das cinco regiões brasileiras, somando 30 premiações, com o valor total de R$ 180 mil.

Segundo Mércia Queiroz, coordenadora do CNIRC - Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra, departamento da FCP que está organizando o concurso, o Edital é uma conexão da Palmares com a Academia. "Esta iniciativa é de extrema importância para os novos pesquisadores que se debruçam sobre a temática da cultura afro-brasileira e latina e das comunidades tradicionais, uma ótima oportunidade para que os seus trabalhos sejam divulgados, inclusive internacionalmente, pois todos serão publicados no site do Observatório Afro-Latino. É a abertura de um espaço de diálogo com estudiosos de outras partes do mundo", afirma Mércia.

A participação é gratuita e aberta a qualquer pessoa residente e domiciliada no território brasileiro, com conclusão comprovada de graduação superior em instituições públicas ou privadas. Os interessados podem ter formação em qualquer área do conhecimento e ser de qualquer nacionalidade.

As dúvidas referentes ao Concurso serão esclarecidas através do e-mail: premiopalmares2010@palmares.gov.br.

Para acessar o edital visite Aruanda Mundi em: http://aruandamundi.ning.com/?xg_source=msg_mes_network

24 de jun. de 2010

Ensino religioso no Brasil estimula o preconceito e a intolerância

Estudo liderado pela professora Débora Diniz afirma que livros didáticos mais aceitos pelas escolas públicas promovem a homofobia e pregam o cristianismo.
João Campos - Da Secretaria de Comunicação da UnB

Pesquisa da Universidade de Brasília conclui que o preconceito e a intolerância religiosa fazem parte da lição de casa de milhares de crianças e jovens do ensino fundamental brasileiro. Produzido com base na análise dos 25 livros de ensino religioso mais usados pelas escolas públicas do país, o estudo é apresentado no livro Laicidade: O Ensino Religioso no Brasil, que será lançado às 16h desta terça-feira, 22 de junho, no auditório do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares (CEAM) da UnB. “O estímulo à homofobia e a imposição de uma espécie de ‘catecismo cristão’ em sala de aula são uma constante nas publicações”, afirma uma das autoras do trabalho, a antropóloga e professora do Departamento de Serviço Social, Débora Diniz.
A pesquisa analisou os títulos mais aceitos pelas escolas do governo federal, segundo informações do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. A imagem de Jesus Cristo aparece 80 vezes mais do que a de uma liderança indígena no campo religioso - limitada a uma referência anônima e sem biografia -, 12 vezes mais que o líder budista Dalai Lama e ainda conta com um espaço 20 vezes maior que Lutero, referência intelectual para o Protestantismo (Calvino nem mesmo é citado). O estudo aponta que a discriminação também faz parte da tarefa. Principalmente contra homossexuais. “Desvio moral”, “doença física ou psicológica”, “conflitos profundos” e “o homossexualismo não se revela natural” são algumas das expressões usadas para se referir aos homens e mulheres que se relacionam com pessoas do mesmo sexo. Um exercício com a bandeira das cores do arco-íris acaba com a seguinte questão: “Se isso (o homossexualismo) se tornasse regra, como a humanidade iria se perpetuar?”.

A pesquisadora Débora Diniz alerta que o estímulo ao preconceito chega ao ponto de associar uma pessoa sem religião ao nazismo – ideologia alemã que tinha como preceitos o racismo e o anti-semitismo, na primeira metade do século XX. “É sugerida uma associação de que um ateu tenderia a ter comportamentos violentos e ameaçadores”, observa. “Os livros usam de generalizações para levar a desinformação e pregar o cristianismo”, completa a especialista, uma das três autoras da pesquisa.

LEI - Os números contrastam com a previsão da Lei de Diretrizes e Base da Educação de garantir a justiça religiosa e a liberdade de crença. De número 9475, e em vigor desde 1997, a lei regulamenta o ensino de religião nas escolas brasileiras. “Há uma clara confusão entre o ensino religioso e a educação cristã”, afirma Débora Diniz. A antropóloga reforça a imposição do catecismo. “Cristãos tiveram 609 citações nos livros, enquanto religiões afro-brasilieras, tratadas como ‘tradições’, aparecem em apenas 30 momentos”, comenta a especialista.
O estudo, realizado entre março e julho de 2009, ainda revela a tênue fronteira entre as editoras responsáveis pelas publicações e a pregação religiosa. A editora FTD, por exemplo, pertence aos irmãos Maristas, sociedade religiosa nascida em 1817, na França. O interesse comercial com o material escolar surge representado pelas editoras Ártica e Scipione, que formam a Abril de Educação, líder no mercado de livros didáticos no setor privado. “É esse contexto nebuloso de relações e interesses que envolve a pesquisa” diz Débora.
Ainda foram analisadas as editoras Saraiva, Moderna e Dimensão e as religiosas Vozes, Paulus Paulinas, Vida e Edições Loyola.

SEM REGULAMENTAÇÃO

Para a psicóloga e uma das autoras do livro, Tatiana Lionço, os problemas do ensino religioso no Brasil vêm da falta de regulação por parte do Estado. Ela explica que, antes de ir parar nas mochilas de crianças e jovens, todo material didático passa por uma avaliação de uma banca de profissionais do Programa Nacional do Livro Didático, vinculado ao Ministério da Educação. Todos, menos os de Religião. “Não há qualquer tipo de controle. O resultado é a má formação dos alunos”, comenta a professora.
A especialista ainda questiona o modelo de ensino religioso nas escolas do país com base no princípio constitucional de que o Estado deveria ser laico (neutro em relação às religiões). “Se o Estado deveria ser laico, por que ensinar religião nas escolas?”, provoca. “Se a religião for tratada na sala de aula, tem de ser de forma responsável e diversificada”, acrescenta a psicóloga. As 112 páginas da publicação, lançada pelas editoras UnB e Letras Livres, ainda conta com a contribuição da assistente social Vanessa Carrião, do instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero.

22 de jun. de 2010

X Colóquio – Inscrições abertas até 30 de junho

O X Colóquio Internacional de Direitos Humanos, realizado por Conectas Direitos Humanos, acontecerá em São Paulo, entre os dias 9 e 16 de outubro de 2010. Terá como tema “Sistemas Regionais e Internacional de Direitos Humanos: Desafios para a Participação da Sociedade Civil”.

Em virtude do tema central do X Colóquio, encoraja-se a inscrição de ativistas do hemisfério sul com experiência no engajamento com os sistemas regionais, ou com interesse em ampliar seu trabalho nestes âmbitos.

No site é possível encontrar toda informação necessária para efetuar a sua inscrição: www.conectas.org/coloquio. Disponibilizamos um número limitado de bolsas parciais e integrais.

Para mais informações, por favor, escreva para coloquio@conectas.org.br

21 de jun. de 2010

É HOJE!!! Não deixe de participar!!

Hoje, às 19h, na Câmara Municipal de Vereadores, o lançamento do Relatório Azul 2009.
O Relatório Azul é uma publicação da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, sendo um marco referencial às garantias dos cidadãos e cidadãs contra as violações que acontecem em nossa Estado. Essa publicação contribui com o debate e a reflexão sobre a temática ligada aos Direitos Humanos, possibilitando o avanço de uma sociedade mais justa e igualitária.

18 de jun. de 2010

Relatório Azul será lançado em São Leopoldo!




Será lançado no próximo dia 21 de junho, às 19h, na Câmara Municipal de Vereadores, o Relatório Azul 2009.  O Relatório Azul é uma publicação da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, sendo um marco referencial às garantias dos cidadãos e cidadãs contra as violações que acontecem em nossa Estado. Essa publicação contribui com o debate e a reflexão sobre a temática ligada aos Direitos Humanos, possibilitando o avanço de uma sociedade mais justa e igualitária.

14 de jun. de 2010

Saiba mais!

O Curso de Educação em Direitos Humanos iniciado em 22 de maio, está em  andamento.

No nosso último encontro, ocorrido no dia 12 de junho, contamos com a Professora Doutora Cecília Pires e o Professor Doutor Valério Schaper. Eles falaram sobre os Direitos Humanos como uma proposta social - os princípios definidores, as gerações, indivisibilidade e como construtores da modernidade.

No proximo sábado, 19 de junho, os profesores Dra. Ana Maria Colling e Dr. Paulo Albuquerque falarão sobre Direitos Humanos e cidadania e os direitos humanos na pós-modernidade.

Confira a programação e não deixe de participar!!